Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região completa 35 anos com missão de se reinventar em meio a ataques contra direitos históricos

Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região completa 35 anos com missão de se reinventar em meio a ataques contra direitos históricos
22 de abril de 2021 Sumara Mesquita
Sindicato dos Bancários completa 35 anos com missão de se reinventar em meio a ataques contra direitos históricos

‘’Nosso sonho é que as novas gerações despertem para a luta’’, dizem fundadores da entidade que lança hoje página especial dedicada aos 35 anos 


Neste domingo, 25 de abril, o Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região completa 35 anos de história. Fundado como uma associação por jovens militantes na década de 80, o Sindicato tornou-se uma referência de luta em nível nacional.
As três décadas e meia de trajetória da entidade passaram voando. Foram tantos embates pela conquista de direitos, que a velha guarda já nem se recorda qual deles teve mais impacto no cotidiano dos milhares de trabalhadores do segmento no país e, mais especificamente, na vida dos cerca de 2.500 bancários que atuam nas nove cidades assistidas pela entidade.
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foto arquivo: Composição da primeira diretoria do Sindicato, nos anos 80
 
‘’Somos protagonistas de muitas lutas porque, historicamente, vamos além das questões trabalhistas, sendo legitimados como um Sindicato Cidadão, atuante também nos debates de interesse da sociedade’’, destaca o atual presidente, Eduardo Malerba.Luta da categoria começou com defesa da saúde
O Sindicato faz 35 anos num momento de indignação e condolências pela perda de milhares de vidas ceifadas na pandemia do coronavírus, e tendo como doloroso paralelo a motivação da primeira greve da categoria em 1932, iniciada em Santos: a luta em defesa da saúde. Época em que os bancários atuavam em porões fétidos e cravados no mofo, resultando no adoecimento e na morte de centenas de profissionais em decorrência da tuberculose.

Após muitos embates, incluindo greves, negociações, confrontos com a polícia, protestos contra o golpe militar e manifestações pelas ‘Diretas Já’, os bancários foram se unindo, fortalecendo suas bases e tornando-se uma das categorias mais respeitadas e combativas do país e do mundo, haja vista fazer parte da UNI Global Union, sindicato global que representa 20 milhões de trabalhadores em 150 países.
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Repressão nunca intimidou força dos trabalhadores bancários na luta por direitos
 
Hoje a categoria tem um acordo coletivo em nível nacional e, entre as grandes conquistas, celebra a Participação nos Lucros (PLR), licença maternidade de 180 dias, licença paternidade (20), tickets refeição e alimentação, aumento real e lutas que fazem parte do cotidiano dos sindicatos, como a igualdade de oportunidades para mulheres, negros e LBTQI+ e a incansável guerra contra o assédio moral e as metas abusivas.
A magia da militância
A década de 80 foi truculenta, mas também foi mágica no quesito militância. ‘’Dávamos a cara pra bater sem nenhuma garantia. Fazíamos grandes assembleias na rua, na praça da matriz. Funcionários de um banco ajudavam outro banco e a mobilização ia crescendo. Era emocionante porque a participação era enorme’’, lembra o historiador e diretor do Sindicato, Antonio Cortezani, que, ainda muito jovem, participou da fundação da entidade. ‘’Nosso sonho é que as novas gerações despertem para a luta’’.
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A primeira assembleia realizada pelo Sindicato de Jundiaí e região (arquivo)
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Assembleias eram realizadas nas praças e ruas da cidade, com grande participação da categoria (arquivo)
>>Confira a trajetória de lutas e conquistas do Sindicato na página especial criada para celebrar os 35 anos
fonte: Seeb Jundiaí

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