Cinomose é uma das doenças que mais mata cães no mundo

Cinomose é uma das doenças que mais mata cães no mundo
19 de junho de 2017 Sumara Mesquita

Doença é altamente contagiosa e não tem cura. Vacinação é a única forma de evitar propagação. Incidência é maior no inverno.

A Cinomose é uma doença altamente contagiosa e considerada a que mais mata cães no mundo. A enfermidade é provocada pelo vírus CDV (Canine Distemper Vírus) ou Vírus da Cinomose Canina (VCC). A Cinomose não passa para as pessoas, mas o contágio é muito fácil entre animais. Por este motivo, um cão com a doença precisa ficar completamente isolado de outros bichos.

A médica veterinária e diretora clínica do Hospital Clinicão e Gato, Mariane Arakaki, informa que por apresentar sinais iniciais muito sutis, a cinomose pode não ser diagnosticada a tempo de ser controlada. Embora a maior incidência seja no inverno, o vírus tem se tornado mais resistente e acometido os cães durante todo o ano. Segundo Mariane, mesmo cães que não estão expostos a outros animais, podem estar suscetíveis a contrair a doença. “O vírus é transmitido pelo ar e manter o cão somente dentro de casa não é a melhor forma de prevenção. Por isso a vacinação é tão importante. Por exemplo, se um bairro tem maior incidência da doença, os riscos são maiores para os animais que vivem nessa região”, explica.

Sinais e sintomas

O cão acometido pela cinomose apresenta quatro fases da doença. Os primeiros sinais são semelhantes aos de outras doenças e isso faz com que os donos levem seus animais ao Hospital em estágio mais avançado, acreditando que possa ser um mal-estar passageiro. Portanto, conhecer a rotina do animal e manter as vacinas em dia pode fazer toda a diferença.

“Sempre que o proprietário notar quietude, indisposição, diminuição de apetite ou dificuldade na ingestão de alimento, e picos de febre baixa, o animal deve ser levado ao veterinário imediatamente,  porque estes podem ser os primeiros sinais da cinomose”, alerta a veterinária. Os sinais iniciais passam rapidamente para um quadro mais grave, atingindo o aparelho gastro-intestinal, provocando vômito e diarreia e comprometendo o sistema nervoso central. A partir dessa fase o animal pode perder os movimentos e chegar à morte.

Triste de ver

A família do comerciante Eliezer Mazine viu de perto o sofrimento de duas cadelas que contraíram Cinomose. Há cerca de um ano ele ganhou um casal de filhotes de um cruzamento entre Boxer e Hotweiller. A fêmea começou a passar muito mal e em apenas quatro dias estava totalmente debilitada. O filhote macho não contraiu a doença e está bem. Ele e um irmão são os únicos sobreviventes de uma ninhada de 10 cãezinhos. Oito vitimados pela doença. Mais tarde a família enfrentou a situação mais uma vez com a Meg, umaAmerican Staffordshire Terrier. “Levamos ao Clinicão & Gato e com os exames e bateria de remédios ela ficou bem”.

Mas Eliezer e a esposa se comovem ao lembrar do estado em que os cães ficam com a Cinomose. “Eles vão encolhendo, tem falta de ar, não comem e perdem peso rápido demais. A fêmea não andava mais. Ficou debilitada em quatro dias e morreu. É realmente muito triste de ver”, lamenta Eliezer.

Eliezer perdeu um de seus cães para a Cinomose

 

Tratamento com responsabilidade

O tratamento da cinomose é bastante variável, porque depende da fase em que o animal chega até o veterinário.  “Como atinge o sistema imune, o animal fica muito suscetível e pode ter outras doenças concomitantes à doença. Por isso, cabe ao proprietário a responsabilidade de ajudá-lo a se alimentar, realizar as necessidades fisiológicas e manter a via respiratória limpa para melhorar o olfato e o paladar”, recomenda a veterinária.

Segundo ela, por se tratar de uma doença viral, evita-se a internação, ressaltando que o Hospital Clinicão e Gato oferece o suporte necessário, indicando as medicações ou antivirais, com o tratamento sendo realizado em casa.

Pesquisas apresentam uma porcentagem de 50% de salvamento dos casos decinomose. O tempo de tratamento e cura dependem da gravidade da doença, da raça e idade do cão, com variação de um a cinco meses. Portanto,  a posse responsável, somada aos  cuidados necessários, pode garantir a longevidade do animal.

 

 

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